Ponte medieval do Manica com “cara lavada”0 Comentários

Por azemeis.com
Notícia submetida em 05 Jan 2017 às 4:30

As obras de requalificação da ponte medieval do Manica, na freguesia de Madaíl, foram hoje inauguradas pelo presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis, Isidro Figueiredo.

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A recuperação da ponte, com vários séculos, veio dar uma solução ao elevado estado de degradação em que se encontrava aquela que foi, na idade média, uma passagem importante das populações locais e das peregrinações para Santiago de Compostela, em Espanha.

As obras executadas pela União de Freguesias de Oliveira de Azeméis e inauguradas no dia em que o concelho assinalou os 218 anos, deixou satisfeito o presidente da autarquia que considerou o investimento “uma forma de fazermos as pazes com a nossa história”.

Segundo o autarca, “este trabalho não termina aqui” e a autarquia “continuará a apoiar outras intervenções que se venham a concretizar no futuro”.

O presidente da Câmara não excluiu a possibilidade da zona vir a ser “enquadrada no Parque Temático Molinológico” tendo em conta a perspetiva de virem a ser recuperados dois moinhos de água e de ser construído um parque de lazer na envolvência.

O autarca lembrou que a valorização da zona passou também pela limpeza e reflorestação das margens do rio Ul e saudou o “trabalho meritório” da associação D. Urraca Moreira, um dos parceiros na recuperação da ponte.

A associação pretende ver classificada a ponte do Manica, segundo revelou o seu presidente, André Santos, notando que “esta zona tem um forte potencial”.

O responsável disse que o objetivo é valorizar a área circundante salvaguardando e promovendo o património cultural e paisagístico da freguesia.

Segundo Carlos Silva, presidente da União das Freguesias de Oliveira de Azeméis, a recuperação da ponte enquadra-se num projeto mais amplo de “requalificação do património cultural e religioso onde se inclui alminhas, fontenários e tanques públicos que totalizam mais de 100 equipamentos existentes nas cinco freguesias”.

Ultrapassada esta fase, Carlos Silva aponta agora para a recuperação de dois moinhos de água particulares, situados nas imediações da ponte medieval.

O objetivo é vir a cedê-los à associação D. Urraca Moreira que considerou uma coletividade “diferente das outras” por ser constituída por jovens que despendem do seu tempo para “fazerem voluntariado na preservação do património cultural, ambiental e paisagístico de Madaíl”.

A requalificação da ponte do Manica resultou de uma parceria entre a autarquia, a União de Freguesias de Oliveira de Azeméis, a associação D. Urraca Moreira e proprietários de terrenos.

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