Arquiteto oliveirense arrisca-se a dar prémio ao terminal de cruzeiros de Leixões0 Comentários

Por azemeis.com
Notícia submetida em 14 Abr 2016 às 2:01

O arquiteto Luís Pedro Silva, natural de Oliveira de Azeméis, pode ver distinguido internacionalmente o seu projeto do terminal de cruzeiros de Leixões.

Luís Pedro Silva

O arquiteto oliveirense, de 45 anos, foi o autor do projeto do terminal de passageiros do Porto de Leixões, uma das infraestruturas finalistas do prémio “AZ Awards” depois desta ter sido selecionada entre 826 projetos de 52 países.

O terminal de Leixões é, assim, candidato a vencer a categoria “Arquitetura, Edifícios Comerciais e Institucionais com mais de mil metros quadrados”. A votação está disponível até ao dia 6 de maio no site “People’s Choice”. A “Seatrade Awards 2015” considerou o terminal um dos três melhores portos mundiais de cruzeiros.

O arquiteto oliveirense, mestre em Planeamento e Projeto do Ambiente Urbano pelas faculdades de Arquitetura e Engenharia da Universidade do Porto e também autor do projeto da Praça da Cidade em Oliveira de Azeméis, fez parte da equipa que, em 2003-04, foi escolhida pela APDL (Administração dos Portos do Douro e Leixões) para definir o plano estratégico para o local onde está implantado o terminal.

O convite para projetar a estação de passageiros surgiu naturalmente depois do trabalho que desenvolveu anteriormente.

Em entrevista ao jornal Público dois meses antes de ser inaugurada a infraestrutura, o arquiteto afirmava ao jornalista Sérgio Andrade esperar que a obra fosse “bem acolhida, bem usufruída” e que servisse “quem cá esteja e quem cá venha”.

A verdade é que o terminal surpreendeu pela sua imponência e arquitetura possuindo, como escreveu o jornalista Sérgio Andrade, “inegável impacto no recorte da marginal de Matosinhos”. O terminal de cruzeiros de Leixões é hoje uma referência da costa atlântica.

O Terminal de Cruzeiros de Leixões

O Terminal de Cruzeiros de Leixões

Além do cais para cruzeiros, o edifício inclui outras valências como uma doca de recreio, zona de comércio, restaurante e uma bancada/anfiteatro ao ar livre (cerca de 1200 m2 da cobertura do edifício) dele se desfrutando a linha de costa e o Parque da Cidade.

O edifício acolhe ainda o Parque de Ciência e Tecnologias do Mar da Universidade do Porto e unidades de investigação com vocação marítima desde a biologia à robótica.

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